13 de jan. de 2015
“Sucesso” do Estado islâmico está ligado a profecias do apocalipse
Estudiosos do islamismo afirmam que o “sucesso” do Estado Islâmico (EI) não está no uso que fazem das mídias sociais nem seus vídeos chocantes. Contando com uma rede de voluntários e simpatizantes que se espalha por boa parte do mundo, o grupo terrorista liderado por Abu Bakr al-Baghdadi acredita que está vivendo o cumprimento de profecias do Apocalipse. Semelhantemente a teologia cristã, o islamismo também possui uma versão sobre o final do mundo. Esse é o motivo pelo qual o EI conquistou a cidade síria de Dabiq e batizou com esse nome sua revista eletrônica. Os líderes do Estado Islâmico, que já conquistaram partes da Síria e do Iraque, insistem que estão se preparando para a “batalha final” entre o bem e o mal, que contará inclusive com Jesus Cristo voltando a Terra para se juntar a sua causa. Analistas dizem que os ensinamentos originais da Al Qaeda comandada por Osama bin Laden também usava esse argumento, mas não com a mesma intensidade. A questão é tão séria que tem influenciado serviços de inteligência norte-americanos e europeus. Em alguns de seus discursos, al-Baghdadi tenta convencer seus seguidores que o apocalipse já começou e eles são os guerreiros de Alá – termo árabe para Deus. Sendo assim, fica mais fácil entender por que tantos soldados tem se disposto a morrer nessa jihad – guerra santa. William McCants, do Centro Brookings para Política do Oriente Médio, afirma que “o próprio estabelecimento do Estado islâmico é baseado em sua interpretação de quando o fim dos tempos iria ocorrer”. Atualmente, ele escreve um livro sobre a obsessão do EI com tais profecias.McCants explica que as previsões apocalípticas não vêm do Alcorão, mas da literatura religiosa conhecida como o Hadith, uma compilação de ensinamentos atribuídos ao profeta Maomé por seus seguidores mais de cem anos após sua morte.A volta da decapitação como forma de punição dos inimigos e a inauguração de um califado é apenas alguns dos vários acontecimentos que o Hadith aponta como início do fim do mundo. A ideia é que o Islã estaria se fortalecendo ao retomar as práticas dos tempos de sua fundação por Maomé. Também ensina que o Apocalipse será anunciado pela guerra em Damasco, capital da Síria, de um “anticristo”, chamado pelo Islã de ad-Dajjal.As profecias afirmam que esse ad-Dajjal governará num momento em que a homossexualidade e a imoralidade se tornarem regra no mundo. Ele irá dividir os muçulmanos em uma grande guerra até que ser derrotado após o surgimento de uma figura messiânica chamada de “Madhi”. Esse poderoso guerreiro se levantará na Arábia Saudita, na cidade sagrada de Meca, onde reunirá seu exército. Receberá então o apoio de Jesus Cristo que, segundo o Hadith, aparecerá “em algum momento durante o final dos dias”.William McCants afirma que os muçulmanos que estarão ao lado do Madhi vencerão uma “grande batalha” contra os que foram enganados por ad-Dajjal. Passará então a governar o mundo até o grande dia do julgamento, previsto para ocorrer depois da “batalha final”, que terá lugar na cidade síria de Dabiq.Assim como as profecias judaico-cristãs do Apocalipse, as palavras da Hadith estão sujeitas a interpretações diferentes. Por isso, os radicais muçulmanos xiitas, atualmente combatem o exército de al-Baghdadi. Para McCants, tudo depende da convicção de quem “está lutando do lado do bem e quem está lutando do lado do mal.”
Ferramenta de recrutamento
De acordo com Jean-Pierre Filiu, especialista em previsões apocalípticas do Islã, “É óbvio que o momento apocalíptico é a chave para atrair voluntários prontos para lutar na Última Batalha”. Autor do livro “Apocalipse no Islã” (2008), Filiu reitera que a forma como o Estado Islâmico atrai tantas pessoas para combater na Síria e no Iraque mostra que existe uma convicção que está “será uma guerra muito mais importante e gratificante que todas as outras travadas durante a história islâmica.”Os estudiosos acreditam que hoje em dia seja difícil encontrar um jihadista sunita ou xiita que não esteja “obcecado” com o cenário apocalíptico. Afinal, os dois grupos tem sua própria expectativa de figura messiânica que surgirá nos últimos dias.Em entrevista à agência Reuters, um libanês xiita de 27 anos que combate na Síria, mostra essa convicção. “Mesmo que eu seja martirizado agora, quando ele [o Mahdi] aparecer, serei ressuscitado para lutar contra o exército inimigo”.Do lado sunita, um soldado afirmou que os jihadistas estão se multiplicando em lugares tão distantes quanto Rússia, China e Estados Unidos, porque “foi isso que o Profeta disse e prometeu. A grande batalha já está acontecendo.”
Fonte:Libertar
6 de jan. de 2015
O DESAPONTAMENTO ADVENTISTA
Nosso mundo esta cheio de religiões e muitas dessas religioes tem aparencia de Cristã, mas não e tão Cristã asim, costumo dizer que a melhor maneira de disiminar uma heresia e misturar ela com verdades; cem verdades e cinco mentiras e muito facil de passar por verdade é asim que muitos dos chamados "ungidos" tem levado muitos ao engano, e a fé cega.
Os testemunha de Jeová tem essa tatica, os adventista nao fica longe nao...
Dissertando sobre as frustrações emocionais pelas quais muitas pessoas passam em determinados movimentos religiosos, o psicólogo Henry Gleitman, em seu artigo: “A teoria da dissonância cognitiva”, elucida, do ponto de vista psicológico, a persistente confiança do adepto de seita na doutrina, no grupo ou em seu líder, mesmo após freqüentes decepções. Diz ele em sua introdução:
“As pessoas tentam dar um sentido ao mundo ao redor, mas como? Procuram uma analogia entre as próprias experiências e lembranças, e buscam uma confirmação de que a analogia está certa na opinião dos outros. Se tudo vai dar certo, ótimo. Mas o que acontece quando encontram-se incoerências?”.
Deparar-se com incoerências doutrinárias (heresias) é uma constante que alguns sectários sinceros são incapazes de negar. Prosseguindo em sua declaração, Henry diz que: “O estudo de Asch (Solomon Asch, 1956) mostrou o que acontece quando há discordância entre as próprias experiências (e as crenças fundadas nelas) e as das outras pessoas. Mas, e se a incoerência estiver no interior das próprias experiências ou nas crenças das pessoas? Isso vai provocar uma inclinação a reconstruir uma coerência cognitiva, ou seja: a reinterpretar a situação de maneira a tornar menor o desacordo encontrado. De acordo com as teorias de Leon Festinger, isso acontece porque cada incoerência percebida entre os aspectos do conhecimento, dos sentimentos e do comportamento é causa de angústia — dissonância cognitiva — que as pessoas logicamente tentam aliviar (Festinger, 1956)”.
Cabe salientar que muitos grupos denominados “cristãos” passaram por isto. Entre eles está o grupo religioso da senhora Ellen G. White. Pela analogia, o leitor irá perceber que a “teoria da dissonância cognitiva” explica, de modo satisfatório, o fenômeno vexatório chamado pelos adventistas de “o grande desapontamento de 1844”. Cabe ressaltar, ainda, que a Sra. White fazia parte do movimento adventista de então, que esperava a parousia (o aparecimento de Cristo em glória) para aquela época. Mais tarde, porém, ela se tornou uma das fundadoras e profetisa da Igreja Adventista do Sétimo Dia, grupo religioso com fortes raízes na doutrina do advento.
A “arte” de “interpretar determinada situação com o objetivo de esconder incoerências foi, sem dúvida, um artifício que envolveu os adventistas daquela época. Henry propõe um fato ilustrativo que se encaixa perfeitamente na frustrante experiência do movimento adventista. Ele explica isso empregando o exemplo de uma seita esotérica que, por meio de sua profetisa, havia recebido uma mensagem dos “guardas do universo” para esperarem o fim do mundo em uma data fixa, à meia-noite, ocasião em que aconteceria uma inundação enorme e apenas os verdadeiros fiéis se salvariam, sendo arrebatados por discos voadores. Empregaremos aqui o mesmo método para traçar um paralelo com o que ocorreu com os adventistas.
Observe que, semelhantemente, os adventistas da primeira geração acreditavam, por meio das teorias de Guilherme Miller (um leigo pregador batista), que Jesus voltaria em 1843. O principal pilar da teoria de Miller eram os 2.300 dias e, ligado a isto, estava a idéia da purificação terrestre do santuário, ambos contidos no livro do profeta Daniel. Como nada aconteceu na data fixada, remarcaram a data, desta vez para 1844. Novamente, a profecia falhou. A Sra. White fazia parte daquela geração que esperava o retorno de Cristo para aquele tempo, conforme acreditavam os adventistas. Posteriormente, Ellen White declarou que os estudos de Miller foram guiados por Deus, confirmando, assim, a crença na predição do segundo advento com data fixa.
Mas o que o desapontamento adventista tem de comum com o grupo esotérico apontado por Henry? Deixemos que a profetisa White nos ajude a encontrar a resposta.
A primeira pergunta é: Há alguma prova de que Miller havia recebido seu cálculo profético de Deus? Veja o que pensava Ellen G. White acerca disso: “Deus encaminhou a mente de Guilherme Miller para as profecias, e deu-lhe grande luz quanto ao livro do Apocalipse”.1
Mas será que os adventistas acreditavam, de fato, que seriam arrebatados naquela ocasião? Segundo Ellen White, os adventistas que vivenciaram aquela frustração não “desejavam ser instruídos ou corrigidos por aqueles que estavam indicando o ano em que acreditavam expirarem os períodos proféticos, e os sinais que mostravam estar Cristo perto, às portas mesmo2 [...] Os santos esperaram ansiosamente pelo seu Senhor, com jejuns, vigílias, e oração quase constante”.3
Como podemos perceber, a Sra. White não só afirmava em seus escritos que Miller fora instruído por Deus como também dizia que Cristo voltaria num dia prefixado para buscar os que acreditavam naquela profecia, circunstância em que se daria o fim do mundo.
Acompanhe o exemplo mencionado por Henry e veja como os membros da seita amenizaram o problema (correlacione o fato com a IASD): “No Dia do Juízo, os membros da seita reuniram-se à espera da inundação. À hora prevista para o pouso dos discos voadores chegou e passou, a tensão era maior com o passar das horas, quando a líder da seita recebeu a suposta mensagem ‘aliviadora’: o mundo foi poupado como prêmio pela confiança dos fiéis. Houve muita alegria e os crentes tornaram-se mais fiéis”.
Da mesma forma, com os adventistas, o tempo foi passando e as expectativas aumentando cada vez mais. Alguns dizem que os adventistas até mesmo se vestiram de roupas brancas para esperar o grande acontecimento, contudo, isto é hoje negado veementemente pela IASD. Seja como for, os alardes das predições de Guilherme Miller arrastaram multidões de crédulos na crença de que Jesus voltaria na data marcada. Entretanto, a predição falhou mais uma vez. Mas isso não foi o suficiente, pois muitos preferiram permanecer na pertinácia, procurando alternativas para a falha profética.
Atente para os fatos que envolveram esta circunstância. Qual foi o resultado desta grande expectativa? Jesus realmente voltou? Ellen White responde: “Vi que os que estimavam a luz olhavam para o alto com ardente desejo, esperando que Jesus viesse e os levasse para si. Logo uma nuvem passou sobre eles, e seus rostos ficaram tristes. Indaguei a causa dessa nuvem, e foi-me mostrado que era o seu desapontamento. O tempo em que esperavam o seu Salvador havia passado, e Jesus não viera”.4
Qual foi então a desculpa, ou “nova mensagem”, que a Sra. White encontrou para explicar esse fracasso e amenizar a angústia dos desapontados? Ela explicou a questão nos seguintes termos: “Estão de novo desapontados em suas expectações. Jesus não pode ainda vir à terra. Precisam suportar maiores provações por seu amor. Devem abandonar erros e tradições recebidos de homens e voltar-se inteiramente para Deus e sua Palavra. Precisam ser purificados, embranquecidos, provados. Os que resistirem a essa amarga prova obterão eterna vitória. Jesus não veio à terra como o grupo expectante e jubiloso esperava, a fim de purificar o santuário mediante a purificação da terra pelo fogo. Vi que eles estavam certos na sua interpretação dos períodos proféticos; o tempo profético terminou em 1844, e Jesus entrou no lugar santíssimo para purificar o santuário no fim dos dias. O engano deles consistiu em não compreender o que era o santuário e a natureza de sua purificação. Ao olhar de novo o desapontado grupo expectante, pareciam tristes. Examinaram cuidadosamente as evidências de sua fé e reestudaram a interpretação dos períodos proféticos, mas não lograram descobrir erro algum”.
Mas isso não é tudo. A Sra. White continua: “Foi-me mostrado o doloroso desapontamento do povo de Deus por não ter visto a Jesus no tempo em que o esperava. Não sabiam porque seu Salvador não viera; pois não podiam ter evidência alguma de que o tempo profético não houvesse terminado. Disse o anjo: ‘Falhou a Palavra de Deus? Deixou Deus de cumprir suas promessas? Não; Ele cumpriu tudo o que prometera. Jesus levantou-se e fechou a porta do lugar santo do santuário celestial, abriu uma porta para o lugar santíssimo, e entrou ali para purificar o santuário’. Todos os que pacientemente esperarem compreenderão o mistério. O homem errou; mas não houve engano da parte de Deus. Tudo o que Deus prometeu foi cumprido; mas o homem erroneamente acreditou que a terra era o santuário a ser purificado no fim do período profético. Foi a expectativa do homem, não a promessa de Deus, que falhou”.5
Observe que Ellen White confirmou que os crentes, na teoria do advento pregado por Miller, se reuniram para esperar, no dia marcado, o retorno de Cristo, porém, o dia chegou e passou e Cristo não veio, para o desapontamento de todos. Daí, ela alegou que alguns receberam de Deus algumas explicações para o fracasso ocorrido. Entre essas explicações, a que dizia que Deus resolveu, de “última hora”, provar o seu povo, adiando, assim, a oportunidade para que outros aceitassem a mensagem do advento. Aqueles que aceitaram essa explicação tornaram-se ainda mais fiéis.
Novamente, retomando o paralelo com a seita esotérica, Henry comenta: “Com o ridículo fracasso de uma profecia tão exata, era lógico imaginar, como reação, o abandono daquelas crenças e o afastamento dos fiéis da seita. Mas a teoria da dissonância cognitiva explica este comportamento: deixando de acreditar nos ‘guardas do universo’, a pessoa tem de aceitar uma dissonância entre o atual cepticismo e as crenças antigas, e isso é causa de dor”. Trazendo para o contexto adventista, isso quer dizer que se os adventistas deixassem de acreditar na profecia, teriam de aceitar e reconhecer a enorme incoerência que envolveu o episódio, e isso lhes traria uma frustração ainda maior.
Ellen White explica a persistência dos adventistas na derrocada doutrina dos 2300 dias? Ao invés de reconhecerem o erro, passaram a acreditar numa suposta resposta (forjada) para o acontecido, a fim de amenizar a decepção que tiveram. “Aqueles fiéis e desapontados, que não puderam compreender porque seu Senhor não viera, não foram deixados em trevas. De novo foram levados às suas Bíblias, a fim de examinar os períodos proféticos. A mão do Senhor removeu-se dos algarismos, e o erro foi explicado. Viram que o período profético chegava a 1844, e que a mesma prova que haviam apresentado para mostrar que o mesmo terminava em 1843, demonstrava terminar em 1844. Ao passar o tempo, os que não haviam recebido inteiramente a luz do anjo se uniram com os que haviam desprezado a mensagem, e voltaram-se contra os desapontados, ridicularizando-os”.6
Naturalmente, com tamanho erro de predição era de se esperar que aquela idéia da volta de Cristo com data marcada se encerraria por aqueles dias. Mas confirmando a teoria da “dissonância cognitiva”, a dor da decepção foi “superada” por uma nova teoria.
Comentando a desilusão que acometeu alguns adeptos da seita esotérica, Henry diz: “A sua antiga fé seria agora uma humilhante idiotice. Alguns membros da seita chegaram até a perder o trabalho e a gastar todo o seu dinheiro, e, agora, recusando a ideologia dos ‘guardas do universo’, tudo isso teria parecido como uma ridícula bobagem sem sentido. A dor da dissonância teria sido intolerável. Assim foi reduzida de importância acreditando na nova mensagem, e, vendo outros membros aceitá-la sem dúvida nenhuma, a fidelidade saiu até fortalecida. Agora podiam se considerar como heróicos e leais membros de um corajoso grupo que salvou o mundo”.
Da mesma maneira, os adventistas procuraram esconder os erros cometidos atrás de eufemismos sutis. Os adventistas mais radicais não deram “o braço a torcer” reconhecendo seu erro e, ao invés disso, procuraram amenizar o problema, interpretando de outra maneira o cálculo profético das 2.300 tardes e manhãs, espiritualizando-o: o tabernáculo não era mais a terra, mas o céu. Portanto, não havia fim de mundo, ou volta literal de Cristo, que apenas havia passado de um compartimento do santuário celestial para outro. Essa nova interpretação, admitida paulatinamente, desembocou na aberração teológica da doutrina do “Santuário”, do “Juízo Investigativo” e do “Bode Emissário”. E tudo isso debaixo de uma suposta visão que Hiram Edson teve após o “grande desapontamento”. É importante esclarecer que tudo isso não passou de uma desculpa acanhada para tentar remendar o desastre teológico de Miller. Assim, o grupo poderia novamente assegurar-se de que estava no rumo certo. Ou seja, não eram mais considerados fanáticos ou he
réticos, pois tinham recebido uma nova revelação de Deus como resposta para o fiasco anterior.
Os adventistas que perseveraram nessa idéia da nova revelação sofreram algumas privações. “Os que não ousaram privar os outros da luz que Deus lhes dera foram excluídos das igrejas; mas Jesus estava com eles, e estavam alegres ante a luz de seu semblante. Estavam preparados para receber a mensagem do segundo anjo7 [...] De igual maneira, vi que Jesus considerou, com a mais profunda compaixão, os desapontados que haviam aguardado a sua vinda; e enviou os seus anjos para dirigir-lhes a mente, de maneira que pudessem segui-lo até onde Ele estava. Mostrou-lhes que a terra não é o santuário, mas que Ele devia entrar no lugar santíssimo do santuário celestial, a fim de fazer expiação por seu povo e receber o reino de seu Pai e, então, voltaria à terra e os tomaria para ficar com Ele para sempre”.8
160 anos depois
Ainda muito poderia ser comentado sobre o desapontamento adventista, todavia, acreditamos ter sido possível compreender, pelo paralelo entre o movimento do advento e o exemplo que Henry forneceu, as técnicas psicológicas empregadas pelos então pioneiros adventistas, com o objetivo de aliviar a frustração angustiante (dissonância cognitiva) por uma profecia não cumprida. A fim de amenizar a seriedade do fracasso e da incoerência da predição, inventaram uma nova teoria (supostamente revelada por Deus), que tornou menor o desacordo encontrado. Com isso, conseguiram tirar a atenção dos adeptos dos pontos mais críticos do erro profético ocorrido em 1843-4. E hoje, cerca de 160 anos após esse grande desvio ter ocorrido, a IASD continua acreditando que é a única igreja verdadeira na face da terra — os remanescentes. Estes foram os resultados do desapontamento adventista.
FONTE: ICP
31 de dez. de 2014
PODE UM SALVO PERDER SUA SALVACAO?
Um assunto quase nunca tocado por calvinistas é o livro da vida, onde está o nome de todos os salvos. Se Deus risca o nome de alguém do livro da vida, isso significa que uma pessoa salva está sendo tirada do rol dos que obterão a vida eterna, e, consequentemente, perdendo a salvação. Assim sendo, se o arminianismo é verdadeiro, devemos encontrar algum tipo de descrição bíblica onde um nome é retirado do livro da vida. Por outro lado, se o calvinismo for verdadeiro, não devemos encontrar nenhuma descrição assim, ou teríamos que esperar citações dizendo que é impossível que um nome seja retirado do livro.
Alguns afirma que “jamais Deus apagará o nome de alguém do livro da vida”[1]. Essa afirmação é claramente equivocada à luz das Escrituras, pois é notável, por toda parte, citações que mostram Deus riscando o nome de alguém no livro. O livro da vida aparece desde o Antigo Testamento, e desde aquela época já estava explícita a ideia de que Deus tira nomes do livro:
“Sejam eles tirados do livro da vida e não sejam incluídos no rol dos justos” (Salmos 69:28)
Se Moisés, o autor do Pentateuco, cresse que era impossível que Deus tirasse algum nome do livro da vida, jamais teria pedido isso:
“Agora, pois, perdoa o seu pecado; se não, risca-me, peço-te, do teu livro, que tens escrito. Então disse o Senhor a Moisés: Aquele que pecar contra mim, a este riscarei do meu livro” (Êxodo 32:32-33)
Como vemos, ao invés de Deus responder a Moisés dizendo-lhe que nunca tiraria alguém do livro, ele diz expressamente o contrário: que aquele que pecar contra Ele, teria seu nome riscado. É explícito e claro que é possível que um nome seja retirado do livro da vida. A ideia de que nome nenhum pode ser retirado do livro da vida é estranha às Escrituras e só foi inserida no pensamento de alguns em função de suas crenças calvinistas, que não admitem algo como isso.
No Apocalipse, João reflete o mesmo pensamento ao dizer:
“O que vencer será vestido de vestes brancas, e de maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da vida; e confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos” (Apocalipse 3:5)
A ideia novamente é a de que é possível um nome ser riscado do livro, e que é necessário “vencer” para não ter o nome riscado. Se fosse impossível que um nome fosse riscado, jamais Jesus teria dito que o que vencer não teria o nome riscado. Seria uma redundância desnecessária. A afirmação presume que nomes podem ser riscados. Portanto, de modo implícito e também explícito, tanto o Antigo como o Novo Testamento atestam a possibilidade de um nome ser retirado do livro da vida. Desde Moisés (Êx.32:32-33), passando por Davi (Sl.69:28) até João (Ap.3:5), esse pensamento era claro.
Nomes seriam “tirados do livro da vida” (Sl.69:28), “riscados do meu livro” (Êx.32:32-33) e somente o que vencer é que não teria seu nome riscado (Ap.3:5). Impressiona que mesmo diante dessas evidências tão claras na Bíblia ainda tenha pessoas que se oponham a este ensino e creiam que Deus não risca ninguém do seu livro, ou que “jamais se diz que Deus apagará o nome de alguém do livro da vida”. Esperar-se-ia isso de principiantes no estudo da Bíblia, não de teólogos renomados.
Concluindo, se os versos que apontam para “riscar o nome do Livro” são verdadeiros, e são, logo, também é verdadeiro que o nome riscado já esteve escrito no livro. Se esteve escrito no livro da Vida, então não há como pensar na hipótese que a referida pessoa não era escolhida de Deus, pois Deus não ia brincar de ficar escrevendo no livro da Vida e riscando também. Ora, só resta uma alternativa: a pessoa teve seu nome inscrito na livro quando foi salva e teve seu nome riscado do livro no momento em que perdeu sua salvação. Esse é o grande trunfo do cristianismo: simplicidade. Essa simplicidade já foi cantada em outros versos, sendo que esse, inclusive, foi dito pelo próprio JESUS a João: “aquele que perseverar até o fim será salvo”
FONTE: cacp
16 de dez. de 2014
ENGANO DIGITAL
E apresentada como tal, mas e virtual pura ficão, muitos se pergunta em que nos afeta toda essa montagen orquestrada...
Em tudo! consientemente, a gente sabe muito bem que o que se mostra através dos meios de comunicação na sua maior parte e FALSO, é aquilo que e certo e manipulado, então porque é que a grande maioria acredita cegamente nessas "mass media" ( midia de massas)?,...Incluindo dentro dessas estão as ferramentas doutrinarias, como as: MUSICAS, COMEDIAS, FILMES DE HOLLYWOOD, OS JORNAIS DIGITAIS OU FISICOS ( Folha, Globo, El Pais, NyYork Times, El Clarin, etc)
São todos iguais, a unica diferença e que os meios citados contém um grau hipnotico diferente..., não e o mesmo um meio grafico que, um filme da Warner Bros, por exemplo...
O vídeo abaixo serve para tomar muito a serio a mentira que se difunde diariamente na qual todos nós estamos expostos, uns a mais e outros a menos.
A ideia do poder GOVERNATE MUNDIAL e tirar da gente a capacidade de pensar e raciocinar.
"DEIXA O CORACÃO TE LEVAR" a fraze preferida deles, sem ter em conta que a maioria que se deixa levar unicamente pelas emoções, termina atuando como animais.
Fonte Original
13 de dez. de 2014
NATAL SIM, DOMINGO NAO?
Natal sim, domingo não. Por quê?
Já dizia Palissot: “O fanatismo é para a religião o que a hipocrisia é para a virtude”.
Lançando mão desta premissa iremos analisar os pressupostos que levaram os adventistas a adotarem a festividade do Natal, mas renegar o dia do Senhor – o domingo. Serão justos os critérios usado para aferir ambas as festividades? Isto é o que propomos demonstrar no desenrolar deste artigo.
É sabido de todos que os Adventistas do Sétimo Dia assim como de resto todos os sabatistas gostam de explorar o assim chamado lado “pagão” do Domingo. Em quase todos os seus livros que tratam do assunto trazem afirmações por demais severas com respeito ao primeiro dia da semana. Por exemplo, Ellen G. White – a profetisa do movimento – disse a respeito do domingo: “…foram os passos por que a festividade pagã alcançou posição de honra no mundo cristão” (O Conflito dos Séculos, pág. 573). Outro autor adventista citando uma autoridade em história diz: “Lemos na North British Review, vol. 18, pág. 409, a seguinte declaração: “O dia era o mesmo de seus vizinhos pagãos e compatriotas; e o patriotismo de boa vontade uniu-se à conveniência de fazer desse dia, de uma vez, o dia do Senhor deles e seu dia de repouso…” (A. B. Christianini, Subtilezas do Erro, 2.ª ed., 1981, pág. 234.)
“Mas Constantino adorava o sol no dia consagrado ao deus sol: o domingo.” (O Terceiro Milênio, Alejandro Bullón)
Bem, não restam dúvidas de que os adventistas acreditam mesmo que quem adora a Deus no domingo está na verdade adorando a Deus num dia espúrio, pagão. A rejeição ao domingo pelos adventistas parece se firmar em três pressupostos básicos, a saber:
1. Escriturístico: Dizem que não há mandamento para se guardar o domingo na Bíblia.
2. Histórico: dizem que outrora tal dia era venerado pelos pagãos como “dies solis” ou dia do deus Mitra – deus solar. E por isto não devemos guardá-lo, pois traz o estigma do paganismo.
3. Eclesiástico: dizem que a igreja romana mudou o sétimo dia da semana para o primeiro dia a fim de congregar cristãos e pagãos debaixo da mesma bandeira. A conseqüência disso está em que muitos pagãos aceitaram o cristianismo nominalmente.
Quando analisamos as alegações das Testemunhas de Jeová com respeito aos alegados costumes “pagãos” da cristandade, vemos que existe uma estreita semelhança entre os dois grupos, até mesmo nas contradições. As Testemunhas de Jeová não festejam aniversários, ano novo, dia das mães, Natal, não guardam o domingo porque julgam tratar-se de práticas pagãs, mas em contrapartida usam aliança de casamento, apóiam a cremação de corpos práticas estas que elas mesmas dizem ser provindas do paganismo, Os adventistas se afinam pelo mesmo diapasão. Enquanto rejeitam o domingo como pagão, aceitam de braços abertos outros costumes considerados pagãos como por exemplo o símbolo da cruz.
Veja as declarações bombásticas de Ellen White sobre o Natal tiradas do livro “O Lar Adventista”:
O NATAL DE ELLEN WHITE
O Natal Como Dia de Festa
“Aproxima-se o Natal”, eis a nota que soa através do mundo, de Norte a Sul e de Leste a Oeste. Para os jovens, de idade imatura, e mesmo para os de mais idade, é este um período de alegria geral, de grande regozijo. Mas o que é o Natal, que assim exige tão grande atenção?
O dia 25 de dezembro é supostamente o dia do nascimento de Jesus Cristo, e sua observância tem-se tornado costumeira e popular. Entretanto não há certeza de que se esteja guardando o verdadeiro dia do nascimento de nosso Salvador. A História não nos dá certeza absoluta disto. A Bíblia não nos informa a data precisa. Se o Senhor tivesse considerado este conhecimento essencial para a nossa salvação, Ele Se teria pronunciado através de Seus profetas e apóstolos, para que pudéssemos saber tudo a respeito do assunto. Mas o silêncio das Escrituras sobre este ponto dá-nos a evidência de que ele nos foi ocultado por razões as mais sábias.
A adoração da alma deve ser prestada a Jesus como o Filho do infinito Deus. Review and Herald, 9 de dezembro de 1884.
O Dia não Deve Ser Passado por Alto
Sendo que o dia 25 de dezembro é observado em comemoração do nascimento de Cristo, e sendo que as crianças têm sido instruídas por preceito e exemplo que este foi indubitavelmente um dia de alegria e regozijo, será difícil passar por alto este período sem lhe dar alguma atenção. Ele pode ser utilizado para um bom propósito.
Natal – Ocasião Para Honrar a Deus ( O Lar Adventista, pág. 477-478)
Prestou bem atenção no que ela diz sobre o Natal? Em suma ela crê que:
1. Não existe base bíblica para comemorá-lo;
2. Sua observância é popular e não bíblica;
3. Não há base histórica;
4. Mesmo assim (não tendo base bíblica ou histórica) o dia NÃO DEVE ser passado por alto, mas é uma ocasião para honrar a Deus.
O QUE ELLEN WHITE NÃO DISSE SOBRE O NATAL!
É claro que a srª. White não disse toda a verdade sobre o Natal, caso contrário teria de abandoná-lo, ainda mais se usar o mesmo critério que usou a respeito do domingo. Será que Ellen White como escritora e pesquisadora de história sabia da origem do Natal? É pouco provável que fosse ignorante no assunto, já que seus apologistas consideram-na como grande historiadora chegando a afirmar que ““Tudo quanto disse e escreve foi puro, elevado, cientificamente correto e profeticamente exato.” (Subtileza do Erro, pág. 35).
Não querendo entrar no mérito da originalidade de seus escritos (mesmo por que não faz parte do escopo deste artigo falar sobre seus plágios), Ellen White havia lido vários livros de historiadores que mostravam este lado “pagão” do Natal. Por isso insistimos em dizer: ela não era ignorante quanto a este pormenor.
Tanto é assim, que sua própria igreja anos depois, viria fazer a seguinte declaração a respeito do Natal:
“Como instituição religiosa, o Natal não tem fundamento na Bíblia, e sim no paganismo. Nem Jesus Cristo nem os apóstolos instituíram o Natal. Como costume, ele veio do paganismo, e foi introduzido na Igreja Católica por volta do século IV, baseando-se, portanto, na autoridade dessa igreja e não da Palavra de Deus”.(Revista Adventista, dezembro de 1984 – pag. 14)
QUAL A POSIÇÃO DOS ADVENTISTAS?
Mas os adventistas se importam com isso? Tudo aponta para o fato de que os adventistas, conquanto abominam o domingo como pagão, por outro lado, aceitam sem nenhuma contestação o Natal. Após a explanação acima, ficaríamos na expectativa de os adventistas rejeitarem o Natal como fazem com o domingo, mas qual não foi a surpresa ao lermos a explicação bem embrulhada dada em seguida:
“Em face dos esclarecimentos, revelações, desmistificações, ou fatos e verdades precedentes, alguns poderiam julgar oportuna a pergunta: Como Igreja Adventista do Sétimo Dia, temos razões ou justificativas para comemorar o natal, sendo esta uma festividade de fundo pagão e que honra a autoridade de Roma? Não seria melhor se abolíssemos de nosso meio as programações natalinas? Tendo em mente o verdadeiro significado do Natal, penso que como igreja fazemos bem em observá-lo. Afinal, o nascimento de Jesus não foi um fato, uma realidade?” (ibdem)
Como poderiam ser contra? Certa vez eles até chegaram a ganhar um presente de natal, veja:
“Após duas semanas de orações especiais em favor do Pastor White, os crentes de Rochester passaram o dia 25 de dezembro, o Natal de 1865, em jejum e oração pelo retorno de sua saúde. Deus respondeu concedendo-lhes (e ao mundo) um impressionante presente de Natal.” (História do Adventismo, pag. 224)
O entusiasmo pela festa natalina era tanto que Ellen White chegou a incentivar o comércio de livros adventistas por ocasião da festividade (O Lar Adventista pág. 479).
O QUE OUTRAS FONTES DISSERAM SOBRE O ASSUNTO
1. Enciclopédia Secular:
“Os cristãos substituíram a antiga festa romana do solstício de inverno pela do Natal, A piedade popular, movida pela ternura dos motivos da infância, enfatizou essa festividade. Uma de suas manifestações mais típicas são as canções ao Menino Jesus, acompanhadas por instrumentos tradicionais.
A festa do Natal foi instituída oficialmente pelo bispo romano Libério no ano 354. Na verdade, a data de 25 de dezembro não se deve a um estrito aniversário cronológico, mas sim à substituição, com motivos cristãos, das antigas festas pagãs. As alusões dos padres da igreja ao simbolismo de Cristo como sol de justiça (Malaquias 4:2) e luz do mundo (João 8:12), e as primeiras celebrações da festa na colina vaticana — onde os pagãos tributavam homenagem às divindades do Oriente — expressam o sincretismo da festividade, de acordo com as medidas de assimilação religiosa adotadas por Constantino.
A razão provável da adoção do dia 25 de dezembro é que os primeiros cristãos desejaram que a data coincidisse com a festa pagã dos romanos dedicada “ao nascimento do sol inconquistado”, que comemorava o solstício do inverno. No mundo romano, a Saturnália, comemorada em 17 de dezembro, era um período de alegria e troca de presentes. O dia 25 de dezembro era tido também como o do nascimento do misterioso deus iraniano Mitra, o Sol da Virtude. (©Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda)
2. Enciclopédia Católica:
“A festa do Natal não estava incluída entre as primeiras festividades da Igreja… os primeiros indícios dela são provenientes do Egito… os costumes pagãos relacionados com o princípio do ano se concentravam na festa do Natal”. (Enciclopédia Católica, edição de 1911)
3. Enciclopédia Protestante:
“Não se pode determinar com precisão até que ponto a data desta festividade teve origem na pagã Brumália (25 de dezembro), que seguia a Saturnália (17 a 24 de dezembro) e comemorava o nascimento do deus sol, no dia mais curto do ano. As festividades pagãs de Saturnália e Brumália estavam demasiadamente arraigadas nos costumes populares para serem suprimidos pela influência cristã. Essas festas agradavam tanto que os cristãos viram com simpatia uma desculpa para continuar celebrando-as sem maiores mudanças no espírito e na forma de sua observância. Pregadores cristãos do ocidente e do oriente próximo protestaram contra a frivolidade indecorosa com que se celebrava o nascimento de Cristo, enquanto os cristãos da Mesopotâmia acusavam a seus irmãos ocidentais de idolatria e de culto ao sol por aceitar como cristã essa festividade pagã.”( The New Schaff-Herzog Encyclopedia of Religious Knowledge – A Nova Enciclopédia de Conhecimento Religioso, de Schaff-Herzog)
Você achou tudo isso chocante? O pior ainda está por vir…Ellen White vai mais longe, incentivando até mesmo a ter árvores de natal dentro das igrejas!
“DEVEMOS ARMAR UMA ÁRVORE DE NATAL?”
“Deus muito Se alegraria se no Natal cada igreja tivesse uma árvore de Natal sobre a qual pendurar ofertas, grandes e pequenas, para essas casas de culto. Têm chegado a nós cartas com a interrogação: Devemos ter árvores de Natal? Não seria isto acompanhar o mundo? Respondemos: Podeis fazê-lo à semelhança do mundo, se tiverdes disposição para isto, ou podeis fazê-lo muito diferente. Não há particular pecado em selecionar um fragrante pinheiro e pô-lo em nossas igrejas, mas o pecado está no motivo que induz à ação e no uso que é feito dos presentes postos na árvore.
A árvore pode ser tão alta e seus ramos tão vastos quanto o requeiram a ocasião; mas os seus galhos estejam carregados com o fruto de ouro e prata de vossa beneficência, e apresentai isto a Deus como vosso presente de Natal. Sejam vossas doações santificadas pela oração. Review and Herald, 11 de dezembro de 1879.
“AS FESTIVIDADES DE NATAL E ANO NOVO PODEM E DEVEM SER CELEBRADAS EM FAVOR DOS NECESSITADOS.” Deus é glorificado quando ajudamos os necessitados que têm família grande para sustentar. Manuscrito 13, 1896.
Árvore de Natal com Ofertas Missionárias não é Pecado
Não devem os pais adotar a posição de que uma árvore de Natal posta na igreja para alegrar os alunos da Escola Sabatina seja pecado, pois pode ela ser uma grande bênção. Ponde-lhes diante do espírito objetos benevolentes. Em nenhum caso o mero divertimento deve ser o objetivo dessas reuniões. Conquanto possa haver alguns que transformarão essas reuniões em ocasiões de descuidada leviandade, e cujo espírito não recebeu as impressões divinas, outros espíritos e caracteres há para quem essas reuniões serão altamente
benéficas. Estou plenamente convicta de que inocentes substitutos podem ser providos para muitas reuniões que desmoralizam. Review and Herald, 9 de dezembro de 1884.
Providenciar Recreação Inocente Para o Dia
Não vos levantaríeis, meus irmãos e irmãos cristãos, cingindo-vos a vós mesmos para o dever no temor do Senhor, procurando arranjar este assunto de tal maneira que não seja árido e desinteressante, mas repleto de inocente prazer que leve o sinete do Céu? Eu sei que a classe pobre responderá a estas sugestões. Os mais ricos também devem mostrar interesse e apresentar seus donativos e ofertas proporcionalmente aos meios que Deus lhes confiou. Que se registrem nos livros do Céu um Natal como jamais houve em virtude dos donativos que forem dados para o sustento da obra de Deus e o reerguimento do Seu Reino. Review and Herald, 9 de dezembro de 1884.” (ibdem, pág. 483) (destaque nosso)
QUAL É A VERDADE SOBRE A ÁRVORE DE NATAL?
Ora, a senhora White deveria saber que segundo o conhecimento popular a árvore de Natal está “carregada de símbolos pagãos”.
Diz certa obra: “Muito antes de existir o Natal, os egípcios traziam galhos verdes de palmeiras para dentro de suas casas no dia mais curto do ano em dezembro como um símbolo de triunfo da vida sobre a morte. Já o costume de ornamentar a árvore pode ter surgido do hábito que os druidas tinham de decorar velhos carvalhos com maçãs douradas para as festividades deste mesmo dia do ano. A primeira referência a uma “Árvore de Natal” é do século XVI. Na Alemanha, famílias ricas e pobres decoravam árvores com papel colorido, frutas e doces. Esta tradição se espalhou pela Europa e chegou aos Estados Unidos pelos colonizadores alemães. Logo, a árvore de Natal passou ser popular em todo mundo. O autor do livro “Babilônia: a Religião dos Mistérios”, afirma: “A árvore de Natal, como a conhecemos, só data de alguns poucos séculos, embora a idéia a respeito de árvores sagradas seja muito antiga”.Woodrow cita uma antiga fábula babilônica onde se diz que um pinheiro nasceu de um velho tronco morto, sendo que esse velho tronco representava Ninrode, que havia morrido, e o novo pinheiro que acabara de nascer era o mesmo Ninrode que estava vindo novamente a habitar em Tamuz. Ralph ainda diz que entre os Druidas, antigos sacerdotes, o carvalho era sagrado; entre os egípcios, sagrada era a palmeira; e em Roma, o abeto, uma planta ornamental, que era decorada com cerejas negras durante a Saturnália, uma festa em devoção ao deus Saturno. Woodrow, na mesma obra, também cita Odin, um deus escandinavo que, segundo crenças, dava presentes especiais na época do Natal àqueles que se aproximavam de seu abeto sagrado.”
Veja que tudo que se pode afirmar sobre o domingo, pode também, da mesma maneira, dizer
sobre a Natal e principalmente sobre as árvores de Natal! Eis como a crença adventista a respeito disto se mostra incoerente:
DOMINGO
-> Dia pagão
-> Relacionado a deuses pagãos
-> Cristianizado por Roma
-> Nasceu na devoção popular
-> NÃO PODE ser observado
NATAL
-> Dia pagão
-> Relacionado a deuses pagãos
-> Cristianizado por Roma
-> Nasceu na devoção popular
-> PODE ser observado
ARVORE DE NATAL
-> Objeto pagão
-> Relacionado a deuses pagãos
-> Cristianizado por Roma
-> Nasceu na devoção popular
-> PODE ser observado
Os adventistas vão continuar obedecendo a sua profetisa na prática de um suposto costume “pagão” ou vão deixar o “espírito de profecia” na mão desta vez?
UM ARTIGO QUE ABALOU OS ADVENTISTAS
Por trazer verdades ainda não totalmente reveladas no meio adventista o artigo em tela causou um impacto tremendo em muitos leitores adventistas. Certo site adventista de esquerda (http://www.adventistas.com/) confrontando as implicações que essas revelações perturbadoras tem para a autoridade profética de Ellen White, expôs o problema da seguinte maneira:
“A publicação do texto Evangélicos Questionam Adventistas: Por Que Natal SIM, Domingo NÃO? deixou alguns de nossos leitores preocupados e até foi-nos solicitado que explicássemos melhor nossa posição quanto ao assunto a fim de evitar que alguns fossem prejudicados em sua fé pela “revelação” de que a irmã White era ser humano como qualquer um de nós, sujeita a erros por falta de informação ou pesquisa e mesmo raciocínio equivocado.”
Veja a declaração de certo adventista:
“Acredito ser importante termos a preocupação com aqueles que já leram e ainda vão ler o artigo “VERGONHA! Evangélicos Questionam Adventistas: Por que Natal Sim, Domingo Não?”
Embora, você já tenha publicado o artigo “Recomenda a Sra. White que Comemoremos o Natal?”, penso ser muito importante alguém ou senhor mesmo produzir um texto com citações e exemplos de outros profetas que cometeram quem sabe erros parecidos como este da Sra. White. Não me lembro de nenhum.
Digo isto porque foi forte o artigo “VERGONHA…” e pode abalar as estruturas de algum recém nascido espiritual, que ainda não se alimenta solidamente.
Eu mesmo fiquei um tanto quanto angustiado, pelo fato de nem a irmã White não ter percebido a tamanha semelhança da prática pagã da guarda do domingo com a das comemorações, também pagãs, natalinas e as tremendas contradições que se instalam a partir desta falha.”
Mesmo assim, muitos tentaram dar uma aparente solução no caso alegando as seguintes razões:
1. Quanto à Sra. White, confirmam-se mais uma vez suas palavras em relação possibilidade de erro e da necessidade de termos unicamente a Bíblia como nossa única e infalível regra de fé. Nenhum profeta recebe toda a luz disponível sobre todos e quaisquer pontos doutrinários existentes e a inspiração não é contínua, mas ocasional, o que equivale a dizer que nem todas as palavras ditas ou escritas por um profeta sejam inspiradas. Um incidente bíblico que esclarece esse ponto é o caso do profeta Natã e o rei Davi, quando o primeiro garantiu ao segundo que este construiria o templo para Deus. (I Crônicas 17:1-5)
Resposta: O articulista fala em “possibilidade de erro”, mas tal possibilidade fica excluída pelo julgamento que ela mesma e seus adeptos faziam e fazem ainda de seus escritos. Observe essas declarações logo abaixo:
“Disse o meu anjo assistente. ‘Ai de quem mover um bloco ou mexer num alfinete dessas mensagens. A verdadeira compreensão dessas mensagens é de vital importância. O destino das almas depende da maneira em que forem elas recebidas.’” (Primeiros Escritos, p. 258) (o grifo é nosso)
E mais: “Negamos que: A qualidade ou grau de inspiração dos escritos de Ellen White sejam diferentes dos encontrados nas Escrituras Sagradas.” (Revista Adventista, fev. 1984, p. 37)
Diante do exposto acima fica difícil concordar com a argumentação dada em certo site:
“Sabemos que a própria Sra. White recomendou certa vez esta prática para atrair a atenção dos pequenos. Sabemos também, por voz da própria Sra. White que colocássemos seus escritos à luz das escrituras. Compreendemos que, semelhante à Lutero, nem toda a luz possa ter sido transmitida a ela, mas no devido tempo toda a luz seria mostrada para confirmação da fé daqueles que foram chamados para serem santos”. (dados colhidos em http://www.jovemadventista.com/arquivo/natal_pagao.htm)
A verdade é que ela cria piamente na inspiração total de seus escritos. Demais disso, é irrelevante argumentar sobre ela não ter recebido “toda a revelação doutrinária”. Ninguém precisaria de “revelação”, para saber estes fatos. A verdade é que o deus que inspirava Ellen White foi um tanto parcial nesta questão, pois lhe revelou pela história que o domingo era pagão, mas deixou de lhe revelar as verdades acerca do natal, que diga-se de passagem, não carecia de tanta “revelação” assim, bastava ler os livros históricos à sua disposição, livros estes que ela estava cansada de folhear com o intuito de sempre conseguir argumentos para denegrir a imagem do domingo.
E pasmem! Os adventistas para salvar sua profetisa do vexame se voltam contra a própria Bíblia sagrada, procurando supostos erros nos escritos dos profetas. Essa não é a primeira vez que eles usam este artifício, a primeira vez foi quanto ao “grande desapontamento”. Alegaram na época em que a profecia de 1843-44 falhou que os discípulos também haviam tido expectativas erradas quanto a volta de Jesus, sendo assim reprovados juntamente com seus colegas de profetadas – as Testemunhas de Jeová. Observe agora a incrível semelhança entre ambas as seitas para tentar tapar seus deslizes escatológicos:
Dizem as Testemunhas de Jeová: “As Testemunhas de Jeová tem estado ansiosas de saber quando virá o dia de Jeová. Na sua ansiedade, às vezes fizeram tentativas de calcular quando viria. Mas por fazerem isso, assim como fizeram os primeiros discípulos de Jesus, deixaram de acatar as palavras de cautela do Amo, de que ‘não sabemos quando é o tempo designado’.” (A Sentinela, 01/09/1997, pág. 22)
Agora compare com essa declaração de Ellen White para justificar o fiasco de 1844:
“Todavia, êste desapontamento ( de 1844) não foi tão grande como o que experimentaram os discípulos por ocasião do primeiro advento de Cristo.” (O Grande Conflito, pág. 403)
Conhecendo a origem catastrófica das duas seitas não é exagero dizer que, qualquer semelhança não é mera coincidência!
Mas nem mesmo lançando mão de artifícios cavilosos como esses o articulista conseguiu provar suas alegações, por que o incidente bíblico em que se baseou o articulista para justificar sua profetisa, foi vergonhosamente deturpado. Em nenhuma versão encontraremos o profeta Natã profetizando para Davi construir uma casa a Deus; muito pelo contrário, ele disse que Davi não construiria nenhuma casa para Deus:
“Vá e diga ao meu servo Davi que eu mandei dizer o seguinte: “Você não é a pessoa que vai construir o templo em que eu vou morar.” (NTLH) (ênfase acrescentada)
Outro porém, busca dar a seguinte explicação:
2. PORQUE NATAL SIM E DOMINGO NÃO? A resposta é simples: Porque o Domingo vai diametralmente contra a lei de Deus e o Natal não! Nós não guardamos o domingo não por causa de sua origem no paganismo e, sim, porque fere o decálogo. Esta é a diferença fundamental e a que realmente pesa quando comparamos o Domingo com o Natal ou qualquer outro costume de nossa sociedade com origem no paganismo ou sem origem conhecida.
Resposta: Esta resposta é tão simplória e inexpressiva que o próprio articulista do website tratou de desmontá-la.Veja:
“A ordem “Lembra-te do dia do sábado para o santificar” não proíbe explicitamente que se guarde o domingo também além do sábado, assim como não proíbe também que se comemore o Natal. Aliás, Ellen G. White também sugeriu que ao ser promulgada a lei dominical deveríamos nos abster de atividades seculares no primeiro dia da semana e aproveitar esse dia para o trabalho missionário.”
E prossegue dizendo: “Mas as coisas começam a se complicar, quando se lê a seqüência do quarto mandamento: ‘Seis dias trabalharás, mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus.’ Perceba que o mandamento ordena também que trabalhemos durante os seis dias que antecedem ao sábado. Assim, reforça-se a compreensão de que a raça humana recebeu apenas um dia de descanso por semana e esse dia é o sétimo. É errado guardar a sexta-feira à tarde, o domingo ou a segunda-feira, como fazem pastores e obreiros da Organização Adventista.”
“Ora, se a observância do domingo como dia santificado equivalerá à transgressão aberta do quarto mandamento, rebeldia contra Deus e obediência ao poder da besta que procurou mudar os tempos e a lei (Daniel 7:25), porque em lugar de sábado se diz domingo, também é submissão ao decálogo romano comemorar o Natal, que é a principal festa católica hoje.”
“O pior é que existem várias outras festas de origem católica às quais comemoramos deixando de trabalhar, suspendendo aulas, fechando nossas lojas ou mesmo com programações especiais na igreja (ramos, sexta-feira santa, páscoa, dia das mães. dos pais, etc). Em todos esses feriados, babilônia e os comerciantes de todo o mundo são parceiros. Apocalipse 18:11.”
E conclui dizendo: “…A santificação do domingo e a comemoração do Natal representam idêntica submissão e obediência ao decálogo romano.”
O CRISTÃO PODE COMEMORAR O NATAL?
Diante do explorado até aqui perguntamos: é lícito o crente comemorar o natal? Tudo indica que sim! Apesar de algumas práticas ditas “natalinas”, não fazerem parte da festividade original, tais como: papai Noel, árvores de natal, consumismo comercial e outras, o espírito que o crente tem de ter para com a comemoração do nascimento de Jesus Cristo é muito importante. Destituído de todas essas inovações este dia nos leva a refletir melhor na vinda do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Foi nesse dia que a maior e mais esplendida mensagem jamais pregada por um anjo ressoou de forma melodiosa para a alegria e salvação de todo o mundo. Ei-la:
“…Não temais, porquanto vos trago novas de grande alegria que o será para todo o povo: É que vos nasceu hoje, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor.” (Lucas 2.10-11)
CONCLUSÃO
Isto posto, nosso objetivo foi alcançado, qual seja, mostrar a incoerência e em muitos casos até mesmo hipocrisia que incorrem os adventistas do sétimo dia quando exaltam o natal em detrimento do domingo. Para serem honestos deveriam chegar às mesmas conclusões para ambas as festividades, morte e ressurreição, já que usaram o mesmo critério na avaliação da origem. Como vimos, muitos adventistas já estão dando conta da seriedade do problema e se debandando para o lado extremista das Testemunhas de Jeová. Sejamos coerentes: ou domingo, Natal e árvores; ou nem domingo nem Natal e nem árvores!
Veja que a IASD está usando dois pesos e duas medidas, assim como fazem as Testemunhas de Jeová…
Natal sim, domingo não. Por que afinal? PENSE NISSO…
FONTE: CACP
12 de dez. de 2014
Dave Hunt: Calvinismo negado
Eu nunca quis me envolver em um debate público sobre Calvinismo. Mas nós, no Berean Call, começamos a receber numerosos questionamentos sobre este assunto, nos quais os leitores nos falavam de igrejas divididas e rompimentos familiares. Muitos mencionaram que R. C. Sproul está no rádio diariamente, por todo o país, promovendo o calvinismo. Estariam os calvinistas se tornando mais agressivos ou eu é que estaria recém despertando para isso?
Eu passei do status de nunca ter ouvido as declarações de John Piper, para o status de receber questionamentos provenientes de lugares distantes sobre os ensinos dele, como a Mongólia. As declarações de Piper dificilmente poderiam ser ignoradas: “As doutrinas da graça (Depravação Total, Eleição Incondicional, Expiação Limitada, Graça Irresistível e Perseverança dos Santos [TULIP]) são a estrutura e a trama do evangelho bíblico”.[1] Então os não-calvinistas não entendem a “graça” e o “Evangelho”?
Antes de Piper, John H. Gerstner já tinha escrito que “calvinismo é somente outro nome para Cristianismo”.[2] Desta forma, como os não-calvinistas poderiam ser cristãos? Até mesmo anteriormente, em um livro que eu frequentemente recomendei, Jay Adams escreveu, “como um cristãoreformado, o escritor acredita que os conselheiros não devem falar a qualquer aconselhando não-salvo que Cristo morreu por ele…Nenhum homem sabe, exceto o próprio Cristo, quem são os seus eleitos por quem Ele morreu” (ênfase adicionada).[3] Jay era um cristão Reformado! O que significava isso?
De alguma forma eu tinha esquecido o fato de que os calvinistas reivindicam não somente a graça e o evangelho como deles próprios – mas também toda a Reforma! Igrejas calvinistas eram “igrejas reformadas”, e o calvinismo era a “teologia Reformada”. Em sua introdução em The New Geneva Study Bible, R. C. Sproul assegura aos leitores que seus apontamentos calvinistas estão “baseados nos princípios Reformados” que transmitem “verdades
Reformadas” a fim de “apresentar a luz do inicio da Reforma”.[4] A reforma foi o calvinismo? Mas João Calvino tinha oito anos de idade quando Martinho Lutero pregou suas Noventa e Cinco Teses nas portas da Catedral de Wittenberg.
Além do mais, milhões de cristãos bíblicos resistiram a Roma por quinze séculos antes de Lutero ou Calvino. Albigenses, Waldenses, Bogomilos, Paulicianos, Batistas e todos que simplesmente chamavam a si mesmos de “Cristãos” ou “Irmãos” remontaram as suas doutrinas aos Apóstolos e nunca obedeceram aos papas. Zombeteiramente chamados Anabatistas por séculos, eles rejeitaram uma igreja estatal (que calvinistas e luteranos mantiveram), reconheceram a Bíblia como a única autoridade deles, e foram perseguidos e martirizados pela Igreja Católica Romana.
Devido a esses cristãos rejeitarem o batismo infantil, calvinistas e luteranos juntaram-se a Roma perseguindo, queimando e os afogando. E os calvinistas de hoje ignoram o papel desses heróis da fé em quebrar o jugo de Roma. É injusto da parte dos calvinistas darem a impressão que a reforma foi o único meio de libertação do catolicismo romano, quanto mais manter que o calvinismo foi a reforma. E. H. Broadbent escreve:
No relatório do Arcebispo de Colônia…ao Imperador Charles V [antes do século 16], foi dito que os Anabatistas chamam a si mesmos de “verdadeiros Cristãos”, que eles desejam comunhão de bens, “que tem sido a maneira dos Anabatistas há mais de mil anos, como as antigas histórias e leis imperiais testificam”.
O parlamento em Speyer…declarou que…os “Anabatistas” já haviam sido condenados há muitas centenas de anos e “proibidos pela lei comum”. Por mais de doze séculos o batismo da forma como ensinado e descrito no Novo Testamento tornou-se uma ofensa contra a lei, punível com a morte.[5]
Até mesmo na Suíça protestante, o calvinismo foi somente uma parte da reforma. Berne proibiu seus pastores de pregar sobre predestinação ou pronunciar excomunhões, duas marcas registradas do calvinismo. Em 1558, “os pastores calvinistas e professores de Lausanne foram expulsos de suas casas nas controvérsias entre os teólogos Berneses e Genebrinos”.[6]
Calvino frequentemente reclamava da oposição e dos rumores de que todos em Genebra “beijavam seus chinelos”.[7] Ele defendeu a si mesmo, com seu viés característico, contra os críticos protestantes tais como Bolsec, Trolliet e Castellion, chamando-os de “Cães” e “Serpentes”.[8] Em Fevereiro de 1555, os apoiadores de Calvino conseguiram a maioria absoluta no concílio. Em 16 de Maio ocorreu uma tentativa de insurreição porque Calvino expulsou certos oficiais civis libertinos da Ceia do Senhor.[9] Os lideres da rebelião que fugiram para Berne foram sentenciados à morte a revelia. Quatro que não conseguiram escapar foram decapitados, esquartejados e partes de seus corpos pendurados em locais estratégicos como um aviso.[10] Evocando a expressão “Servos de Satã”, a qual usara anos antes contra os Anabatistas, Calvino justificou essa barbaridade dizendo, “aqueles que não punem o mal quando tem a possibilidade de fazê-lo, e o seu cargo assim o exija, são culpados disso”.[11]
De 1554 até sua morte em 1564, “ninguém mais ousou opor-se ao Reformador abertamente”.[12] Os oponentes de Calvino foram silenciados, expulsos, ou fugiram de Genebra, mas a oposição continuou de fora. Calvino não copiou a Cristo na matéria de sofrer insultos sem revidar (I Pedro 2.23), mas superou seus oponentes no uso de linguagem abusiva. Em um sermão em 16 de Outubro de 1555, ele se referiu aos seus inimigos como “toda aquela imundície e vilania…cães raivosos que vomitam as suas imundícies contra a majestade de Deus e querem perverter toda a religião. Eles devem ser poupados?”.[13] Todos sabiam a resposta!
Hoje, os não-calvinistas são acusados de rejeitar “os grandes credos reformados”. Mas esses credos, tal como a Confissão de Westminster, foram impostos pela igreja estatal calvinista sobre os Independentes, Batistas e Irmãos.[14] O historiador David Gay escreve:
Os puritanos…prepararam a Assembléia de Westminster [para impor] sobre a Inglaterra…uma igreja estabelecida…com nenhuma discordância [permitida]…eles estavam grandemente perturbados pelo rápido crescimento dos Batistas…os odiaram e…não incluíram nenhum Batista na assembléia deles…até mesmo um homem piedoso como Samuel Rutherford [declarou], “existe uma verdadeira igreja e todos que estão fora dela são hereges que devem ser destruídos…”
Baillie…queixando-se dos Independentes…eles “não permitirão que ninguém seja membro das suas congregações, cuja verdadeira graça e regeneração não lhes seja evidente”.
Baillie reconheceu que se esse princípio fosse aplicado para as igrejas Reformadas – Presbiterianos em particular – somente um em cada quarenta membros restaria!…[e] os Batistas…insistiam em evidências de regeneração antes de batizá-los e de recebê-los em seu rol de membros…A Assembléia de Westminster [estabeleceu] uma igreja estatal que abraçou a todos – regenerados e não-regenerados – de forma que “quase toda a população pode ser incluída na igreja, embora poucos deles talvez tenham um conhecimento experimental do evangelho”. (ênfase adicionada).[15]
As declarações soberbas dos calvinistas contemporâneos não são novas. Benjamim Warfield há muito tempo declarou que “calvinismo é o evangelicalismo em sua mais pura e firme expressão”.[16] Loraine Boettner, importante crítico do catolicismo romano, anteriormente declarou que os cinco pontos do calvinismo apresentam “o que a Bíblia ensina concernente ao meio de salvação”.[17] Tais declarações não permaneceriam incontestadas.
Começando com um intensivo estudo do calvinismo, eu reparei que em nenhum lugar dos muitos volumes dos escritos e sermões de Calvino ele nos fala quando, porque e como ele, um católico romano de berço, se tornou cristão. De fato, Calvino nunca documentou uma experiência de ser nascido de novo pelo Santo Espírito, por meio da crença no evangelho. Ele considerava o novo nascimento desnecessário para todos aqueles que foram batizados na infância dentro da igreja católica romana e confirmaram seus batismos. Consequentemente, ex-católicos contemporâneos não aceitariam Calvino em seus grupos; e se Calvino fosse vivo hoje, ele os rejeitaria como fez com os Anabatistas, os quais baniu de Genebra em 1537.[18]
Calvino acreditava que se tornara cristão desde o momento do seu batismo infantil:
No momento em que somos batizados, nós somos lavados e purificados por toda a vida…nós devemos recordar…nosso batismo…de forma a sentir certeza e segurança da remissão dos pecados…ele limpa e lava toda a nossa impureza…Deus, no batismo, promete remissão dos pecados…vamos portanto abraçá-lo em fé”.[19]
Calvino confiou no seu batismo como prova de que ele era um dos eleitos,[20] ele denunciou os Anabatistas que, como os evangélicos ex-católicos de hoje, foram batizados após crer no evangelho:
Tais, no presente dia, são nossos Catabatistas, que negam que nós somos devidamente batizados, porque nós fomos batizados no papado por homens ímpios e idolatras; então eles furiosamente insistem no anabatismo. Contra esses absurdos nós seremos suficientemente fortificados se nós refletirmos que…o batismo é…de Deus, por quem quer que seja…administrado. Ainda que aqueles que nos batizaram eram mais ignorantes sobre Deus e sobre toda a piedade… [batismo] certamente incluso na promessa de perdão de pecados…assim, os judeus não tiveram nenhum prejuízo por haverem sido circuncidados por sacerdotes impuros e apóstatas.[21]
A rejeição do batismo infantil foi uma das duas acusações pelas quais Miguel Servetus (processado por João Calvino, o advogado) foi queimado na estaca. Sobre Servetus, Calvino escreveu, “não se deve estar satisfeito simplesmente em matar essas pessoas, mas deve-se queimá-las cruelmente”.[22] Muitos historiadores concordam que a “mais detestável característica…do papado, esteve unida a ele [Calvino] por toda a vida – o espírito de perseguição”. (ênfase adicionada)[23]
Calvino acusou Servetus de “argumentos capciosos” contra o batismo infantil. Mas as últimas principais objeções (apesar de suas outras falhas) foram na verdade válidas. A resposta frívola de Calvino, purificada daquele teor não-cristão, “agressivo e insolente de zombaria que nunca o deixaria”,[24] está condensada a seguir:
Servetus [argumenta] que nenhum homem torna-se nosso irmão a menos pelo espírito de adoção…que é conferido somente pelo ouvir da fé… Quem presumirá…que [Deus] não pode colocar crianças em Cristo por algum outro método secreto?…novamente ele objeta, essas crianças não podem ser… nascidas pela palavra. Mas o que eu tenho dito repetidamente e agora de novo…Deus toma seus próprios métodos de regeneração…para consagrar crianças para si mesmo e os introduzir através de um símbolo sagrado…Circuncisão era comum para as crianças antes deles receberem entendimento…
Sem dúvida o plano de Satã em atacar o pedobatismo com todas as suas forças é…apagar esse atestado da divina graça…que desde o nascimento deles foram…reconhecidos por ele como seus filhos.[25]
Aqui, como em outros lugares, Calvino promove o erro da regeneração batismal, da salvação por “algum método secreto de…regeneração” sem “o ouvir da fé [do evangelho]”, o erro de que os filhos dos eleitos são automaticamente filhos de Deus, e o erro de igualar circuncisão com o batismo: “A promessa…está em ambas [circuncisão e batismo]…perdão dos pecados e vida eterna…isto é, regeneração…Portanto nós podemos concluir que…a circuncisão tem sido substituída pelo batismo e executa o mesmo ofício”.[26]
Nada mais do que essa cessão de suas Institutas é necessário para desqualificar Calvino como sadio professor da Escritura e apresentar seu inteiro conceito de salvação. Seu sacramentalismo imita o catolicismo romano:
Nós temos uma promessa espiritual dada aos patriarcas na circuncisão, similar ao que nos é dado no batismo…o perdão dos pecados e a mortificação da carne…o batismo representando para nós cada coisa que a circuncisão representava para os judeus.
Nós confessamos, certamente, que a palavra do Senhor é a única semente da regeneração espiritual; mas nós negamos…que, portanto, o poder de Deus não pode regenerar crianças…mas fé, eles dizem, vem pelo ouvir, a habilidade que as crianças ainda não alcançaram…
Questione a Deus, pois Ele ordenou que a circuncisão fosse realizada no corpo das crianças…pelo batismo nós somos enxertados no corpo de Cristo (1 Corintios 12:13) [portanto] crianças…devem ser batizadas… Veja o violento ataque que eles fizeram…contra os baluartes de nossa fé…para…filhos…[de] cristãos, como eles são imediatamente no nascimento deles recebidos por Deus como herdeiros do pacto, são também admitidos no batismo.[27]
Essa mesma regeneração batismal, o desprezo pelo batismo dos crentes, e a cegueira concernente a diferença entre circuncisão e batismo é ainda encontrada entre os calvinistas de hoje. Sob o tópico “Batismo Infantil”, a The New Geneva Study Bible ecoa Calvino:
A teologia reformada histórica contesta a visão que somente adultos, batismo dos crentes é o verdadeiro batismo, e ela rejeita a exclusão dos filhos dos crentes da comunidade visível de fé…melhor, o caso escriturístico para batizar as crianças dos crentes está apoiado sobre o paralelo entre a circuncisão do Antigo Testamento e o batismo do Novo Testamento como sinais e selos do pacto da graça.[28]
Pelo contrário, o batismo pertence ao Novo Pacto e é baseado somente sobre a confissão de Fé em Cristo (Atos 8.37); a circuncisão estava debaixo do Antigo Concerto e sem fé. Nenhum dos dois salva a alma. Ademais, não somente a circuncisão não efetua regeneração, perdão dos pecados ou salvação, mas não poderia ser nem mesmo um símbolo disso, desde que ela era aplicada somente aos homens. Como a mulher seria salva? E a circuncisão foi aplicada a todos os homens descendentes de Abraão. Até mesmo Ismael, um não crente, foi circuncidado, como foram milhões de judeus que nunca tiveram a fé de Abraão, mas se rebelaram contra Deus e agora estão no inferno.
Se, como Calvino ensinou, a circuncisão efetua “perdão dos pecados e vida eterna…isto é, regeneração”[29] como poderiam os judeus que foram circuncidados estarem perdidos, e porque Paulo clamaria a Deus “pela salvação de Israel” (Romanos 10.1)? Porque ele estaria tão interessado pela salvação de judeus circuncidados ao ponto de dizer, “eu desejaria de mim mesmo que eu fosse separado de Cristo por meus irmãos, meus parentes de acordo com a carne: que são israelitas” (Romanos 9.3-4)? Claramente a circuncisão não provê “perdão dos pecados e vida eterna”. Nem o batismo o faz! No capítulo 10 veremos a conexão entre os ensinos errôneos de Calvino concernente a salvação de crianças e sua insistência de que todos devem ser regenerados antes de crer em Cristo.
E sobre a declaração de Calvino que “batismo foi substituto da circuncisão, e desempenha a mesma função”?[30] E os muitos pronunciamentos de julgamento contra os judeus circuncidados? Deus, falando por intermédio dos profetas de Israel, declarou repetidamente:
E eu vos enviei todos os meus servos, os profetas, madrugando e enviando a dizer: Ora, não façais esta coisa abominável que odeio. Mas eles não escutaram, nem inclinaram os seus ouvidos, para se converterem da sua maldade, para não queimarem incenso a outros deuses. Derramou-se, pois, a minha indignação e a minha ira, e acendeu-se nas cidades de Judá, e nas ruas de Jerusalém, e elas tornaram-se em deserto e em desolação, como hoje se vê. (Jeremias 44.4-6)
A condenação Divina de milhões de judeus, apesar de eles terem sido circuncidados, refutam as declarações anti-bíblicas de Calvino sobre circuncisão. Além disso, se somente o eleito tem a salvação e se eles nunca podem se perder, e se a circuncisão trouxe salvação, como milhões de judeus foram condenados?
A maior parte dos erros da “reforma” de Calvino, vem da influência de Agostinho. John Piper, um dos principais calvinistas da América, escreve:
O texto padrão na teologia, do qual Calvino e Lutero beberam, foi Sentenças de Peter Lombard. Noventa por cento desse livro consiste de citações de Agostinho…Lutero foi um monge Agostiniano, e Calvino mergulhou nos escritos de Agostinho, como nós podemos observar no aumento do uso dos escritos de Agostinho a cada nova edição das Institutas…paradoxalmente, um dos mais estimados pais da Igreja Católica Romana “nos deu a reforma”.[31]
Porque então ostentar que o calvinismo é a Reforma? No capítulo 8 nós consideraremos a influência de Agostinho sobre João Calvino.
Extraido de: CACP
Link:http://www.cacp.org.br/dave-hunt-calvinismo-negado/
Veja estes videos:
13 de mar. de 2011
La desaparicion de las Abejas ya es um problema global
La polinización de los cultivos, esencial para la alimentación de la humanidad, está en peligro por la creciente desaparición de abejas en todo el mundo. Un problema que ya puede considerarse global, después del informe hecho público ayer por el Programa de Naciones Unidas para el Medio Ambiente (PNUMA), que asegura que este fenómeno se ha extendido a nuevas regiones del planeta.
Hasta ahora, sólo se había registrado un alarmante aumento de muertes en EEUU y en algunas regiones de Europa, incluida España. Sin embargo, según el informe de PNUMA, en los últimos años el problema se ha extendido a Australia, China, Japón y el norte de África, en la ribera del Nilo. El informe señala que esta grave disminución de las colonias se debe a múltiples factores, como el cambio climático, la contaminación, los pesticidas y el creciente papel de determinados parásitos, que están mermando los cultivos.
La importancia de estas desapariciones es altísima, ya que en las últimas décadas se ha multiplicado el número de cultivos dependientes de la polinización por abejas. En el caso de determinadas frutas, la producción de semillas disminuye en más del 90% al desaparecer estas eficientes polinizadoras.

